sexta-feira , 23 junho 2017
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Review Garmin Vivo Fit – Teste de longa duração

Depois de muitos meses utilizando o Garmin Vivo Fit chegou a hora de fazer uma análise de como um dispositivo de monitoramento interfere no dia a dia e, em específico, como o Vivo Fit se comporta. Chega a ser um review até um pouco atrasado porque já estamos na segunda versão do produto, o Vivo Fit 2, mas a idéia é a mesma e as alterações entre os dois se concentram em funcionalidades da pulseira em si, mas não nos dados gerados por ela (confuso, mas vamos explicar direitinho).

Mas o que faz uma pulseira de monitoramento? Ela é basicamente um contador de passos ou movimentos que rastreia a sua movimentação durante o dia. Mas como algo tão simples demorou tanto para ser inventado? Primeiro pela falta de preocupação das pessoas com relação a sua saúde e atividades físicas até alguns anos atrás (pelo menos não era algo que se dava muito valor no dia a dia de grande parte da população). Em segundo porque elas só são um objeto desejável e que traz um resultado para quem as utiliza pelos softwares que conseguem interpretar esses dados de movimentos e transformá-los em informações úteis para os usuários. E em terceiro lugar pelo importante papel dos smartphones no uso destes equipamentos. São eles que coletam todos os dados da pulseira e armazenam o aplicativo que consegue interpretá-los e nos traz informações de uma forma que conseguimos ler e entender.

O dispositivo em si é bem simples. Tem uma tela que mostra a hora, o dia e mês, a frequência cardíaca, quantos passos já deu, quantos faltam para atingir a meta do dia (ou em quantos já ultrapassou a meta), quantos quilômetros percorreu no dia e as calorias consumidas. Para alterar entre uma informação e outra basta apertar o único botão da pulseira. Mantendo este botão pressionado é possível sincronizar com o celular ou computador, mantendo mais um pouco é possível ativar a função “sleep” e mais um pouco a “pair” que emparelha ela pela primeira vez a um celular ou computador. Tudo bem simples. O horário é ajustado ao sincronizar com o celular e as informações de passos, distâncias, calorias são zeradas à meia noite automaticamente.

Entre as principais funções de um equipamento deste tipo é poder mensurar o quanto você se movimenta durante o dia, quanto tempo passa parado, quantos quilômetros percorre, quantas calorias consome e como está a qualidade do sono. Só saber o que está acontecendo não te faz uma pessoa mais saudável, mas te dá consciência do quanto está saudável ou sedentário.

A Vivo Fit em específico traz duas funções importantes para auxiliar na movimentação. A primeira é a meta diária. Todos os dias à meia noite ela cria uma nova meta de passos para o seu dia. No visor é possível acompanhar quantos passos foram dados e quantos faltam para bater a meta ou em quantos já bateu. As metas são criadas de acordo com o seu uso, apesar de ela vir com uma meta de 7.500 passos, no dia seguinte você já terá uma meta de acordo com a sua movimentação do dia anterior e pode ser maior ou menor que a meta proposta incialmente. Quanto mais andar maior será sua meta no dia seguinte, mas se não bater, no outro dia ela irá ajustar, o que acaba gerando uma meta sempre factível.

A segunda é uma barra vermelha no topo do visor do aparelho. Aparece uma barra contínua que cobre metade da tela acima dos números quando ela nota uma inatividade de 1 hora, caso não se movimente ela vai adicionando mais traços menores a cada 15 minutos adicionais. Quanto a tela estiver com a linha vermelha toda preenchida é sinal que já está sentado ou sem uma movimentação mínima há pelo menos 2 horas.

As duas funções anteriores são as mais “pró-ativas” que acabam por incentivar o usuário desta pulseira a se movimentar mais. As demais são mais para conhecimento do seu dia a dia.

É possível acompanhar a sua frequência cardíaca na pulseira, mas tem que estar vestindo a cinta peitoral, vendida separadamente ou em uma versão mais cara do produto. Cintas de outros relógios da Garmin também funcionam com ela, se você já possui um dispositivo da marca não é necessário comprar a versão mais cara. Junto da frequência ela mostra também a zona de freqüência, que vai de 1 a 5, que é um bom indicativo do esforço que está fazendo, sendo a zona 1 um esforço bem leve e a zona 5 já no estímulo máximo e anaeróbio. Ao ligar a frequência cardíaca ele automaticamente cria uma “atividade” para este período de uso, como se fosse um treino, onde ele mostra a distância percorrida, calorias consumidas, tempo e frequência máxima e média. Isso significa que não é para usar sempre a pulseira medindo o coração, apenas quando for fazer alguma atividade física, como corrida ou caminhada.

As medições de distância não possuem a mesma precisão de um relógio com GPS, mas são um bom indicativo de quanto “mais ou menos” você percorreu durante o dia ou em um treino. Embora muitas vezes ela consiga marcar o valor exato da distância percorrida, houve casos em que existiu uma diferença. Mas o interessante é que além de medir o quanto percorreu no treino é possível medir o quanto percorreu durante o dia como um todo, o que é bem legal. É surpreendente ver o quanto podemos percorrer em um dia com treino de corrida somado a um dia corrido de trabalho externo ou até mesmo em um treino longo de fim de semana seguido de um passeio no shopping com a família.

A medição das calorias é feita baseada nos dados que inserimos de peso, altura, passos e freqüência. Funciona bem quando se faz caminhada ou corrida, mas quando se faz outro tipo de atividade que o dispositivo não consegue perceber, como natação ou andar de bicicleta ela já não mostra a mesma precisão.

Falando nisso, esta é uma grande desvantagem das pulseiras de monitoramento. Elas só conseguem medir passos, ou seja, apenas atividades em que se anda. Natação e ciclismo nunca são monitorados de forma correta. Quando o percurso de bike é bem irregular e com muita trepidação ela até enxerga o movimento, mas quando é plano e liso ela chega a achar que está parado.

A principal utilidade deste tipo de equipamento é o mapeamento completo do seu dia, movimentação, sono, alimentação e etc. Para quem deseja uma pulseira como um relógio para monitorar o treino especificamente e não vai usá-la durante o restante do dia ela não seria o indicado. Existem outros mais baratos que cumprem o que ela faz e para quem deseja um monitoramento de treino mais completo existem diversas outras opções de relógios com GPS que auxiliam o treino de forma muito mais efetiva.

Veja algumas fotos das informações que ela gera:

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Usando no dia a dia

Boa parte das pulseiras não possuem tela e só é possível enxergar os dados ao emparelhar com o aplicativo de celular, mas a Garmin possui um visor, o que faz com que ela possa ser usada como relógio, o que é ótimo, mas também não é. Os amantes dos relógios, que gostam de variar entre os relógios sociais e esportivos no dia a dia acabam usando dois relógios, a pulseira em um braço e o relógio de fato em outro, o que é o meu caso. A meu ver, este tipo de equipamento só é plenamente aproveitado quando usado 100% do tempo e por isso mantenho ela no meu braço direito. No esquerdo vario os relógios normalmente, social para trabalho e os com GPS para os treinos, fica parecendo doido no começo mas o pessoal acostuma.

O importante é que para um equipamento que precisa ficar vestido o tempo todo ela é bem confortável, tolera bem a água, é firme o suficiente para não ter receio que ela caia do braço sem eu perceber. O único ponto negativo no vestir é que ela não é muito fina, o que acaba pegando nos punhos de algumas camisas,  o que pode ser resolvido deixando ela mais aberta e apoiada no anti-braço ou deixando aparente a frente do punho mesmo.

A sincronização

Sincronizar com o computador ou com o celular é bem simples e rápido. Uma vez pareado com um dos dispositivos é só segurar o botão por alguns segundos, deixar o bluetooth do celular ativado e abrir o aplicativo que a sincronização começa automaticamente. Ao sincronizar todos os dados são transferidos para o aplicativo e a pulseira atualiza as informações de data e hora com base no que o celular está mostrando (sem stress nas alterações de horário de verão).

Bateria

Esta é a minha principal reclamação do produto. A Garmin fala de uma bateria que dura até um ano, mas no meu caso em 4 meses já precisei trocar. Não sei se foi porque sincronizava quase todos os dias ou se liguei o frequencímetro algumas vezes, mas ela acabou muito antes do esperado. São duas pilhas de relógio, o que é bom que encontra em qualquer lugar, mas por serem duas já não fica uma troca muito barata. E o mais irritante é que ela não acaba a bateria de uma vez, no meu caso ela começou a falhar, apagava por alguns segundos e voltava, nisso acabava perdendo informações de passos, sono e etc, além de atrasar o relógio com uma frequência bem chata. O lado bom é que foi só trocar a bateria que ela voltou a ficar novinha e funcionando muito bem.

Conclusão:

Como pulseira de monitoramento é um excelente produto, cumpre direitinho o que promete, além de trazer informações interessantes e úteis sobre o nosso dia a dia. Para quem busca um relógio para utilizar apenas durante o treino este não é o produto ideal. A duração da bateria deveria ser a mesma indicada pelo fabricante, mas pelo menos é fácil de trocar.

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